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O que é isto?
Memórias Verídicas
 

Uma luz e uma voz

texto

 Escrito por Eddy Karter às 14h56 [] [envie esta mensagem]



O Nando foi à busca da carta, ñ entendia o porque de tudo isso, o que passava em minha mente neste momento era milhões de coisas; Era agonizantes as horas que passavam pensando, que tipo de relação havia entre os dois? O que será que estava acontecendo meu Deus? Ali ñ havia comunicação e a cidade mais próxima estava a 200km. Embaixo de uma árvore, a beira do acampamento, estava eu sentado de cabeça baixa. O Paulo se aproxima e diz.

-E aí cara, aconteceu algo?

-Estou com problemas cara.

-Notei isso em vc cara, desde o dia em que seu Beto chegou, que vc estar desse jeito...Se eu puder ajudar em alguma coisa conte comigo.

-Obrigado velho, vc e sangue bom...ñ se preocupe, meu problema estar em casa, se pelo menos eu pudessem fazer uma ligação, entenderia melhor o que se passa comigo cara.

-Estou indo pegar umas notas amanhã na cidade...aproveite e vem comigo, voltaremos no outro dia cedo.

-Cara vc tem certeza que dar certo?

-E só dizer a seu Beto, que vc precisa resolver um problema no banco...Aproveite que estar sozinho na sala e diz logo a ele.

-Agora mesmo cara, valeu irmão.

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 Escrito por Eddy Karter às 14h32 [] [envie esta mensagem]



Rapidamente vou ao encontro do seu Beto, ao entrar na sala vejo organizando as notas da fazenda, assim que relato o meu problema tenho, o seu consentimento e isso me deixaram aliviado. Realmente essa galera estar se tornando muito prestativa e me surpreende a cada dia que passa. O Paulo estar se tornando um amigo e tanto e o T.J. sempre a me olhar de uma forma meio duvidosa, mas a tensão que me corroi era tão grande que ñ dava atenção, as flechadas que me era lançada pelo seu olhar. No outro dia cedo O Paulo bate na porta do meu quarto “Eddy, o motorista da fazenda estar nos esperando... nos deu cinco minutos ok”. Estava pronto há horas, mal conseguir dormir de tanta ansiedade e a noite me custou uma eternidade para passar. Já na estrada meus pensamentos voam mais rápido do que o velocímetro daquela caminhonete. Dentro de mi o medo e a felicidade andavam de mãos dadas, não sei porque, mais comecei a pensar naquela festa, quando os dois chegaram juntos, estava a minha procura, pensei  também nas palavras bonitas que o Junior me dizia, nos seus olhos, sua boca macia,  e nos seus cabelos loiros quando eu afagava deitado em meu colo, já se passavam duas horas de viagem e segundo o Paulo estávamos bem próximo. Após meia hora chegamos, era uma cidadezinha pequena mais muito convidativa, fomos deixados pelo motorista na porta do hotel, enquanto ele tinha que retornar a fazenda naquele mesmo dia. Depois que pegamos as chaves do quarto, rapidamente fui me aliviar debaixo do chuveiro, ao retornar do banho um bilhete deixado pelo o Paulo. “Eddy, estou indo resolver logo o problema das notas... depois tomaremos aquela cervejinha gelada ok... hã e boa sorte em suas ligações”.Coloquei um short, camiseta e tênis e sair o mais rápido a procura de cartões.Apos as compras dos cartões liguei primeira para minha família, minha mãe chorou ao falar comigo...Mas ela sabe que estou bem, após desligar não pude conter também as lagrimas. Antes de ligar para o Junior respirei fundo, pois já existia algum tempo que não nos falávamos, aquela sensação de angustia e ansiedade me deixou meio tremulo, já passa das três da tarde a essa altura já deva estar no colégio, foi meu primeiro passo. No colégio uma voz serena dizia que ele ñ estava e que o professor Junior tinha faltado para resolver algo pendente. Deva ter sido algo importante porque o seu celular também se encontra desligado, jamais faltaria por coisas pequenas, resolvir ligar para sua casa e para minha surpresa e meu desespero o Nando atende ao telefone.

-Alô

-junior?

-não...Não e o Junior, quem gostaria de falar com ele?

-Não...Não pode ser, Nando e vc?...O que faz aí...Cadê o Junior?

-Eddy...E...Que bom que vc ligou.

-Eu preciso falar com o Junior, passa para ele, por favor.

-Ele...Ele...ñ se encontra no momento.

-Eu não acredito, traidores...Porque Nando?

-Eddy, espera aí, acalme-se, não e o que estar pensando cara.

-Cara, não precisa nem explicar tudo estar claro, tchall.

O mundo caia sobre a minha cabeça, minhas pernas ficaram tão tremulas que mal ficavam em pé, foi aí então que desabei ao chão em lagrimas, tudo que eu pensei e imaginei aconteceu.Tudo ficava claro em minha mente, quando ambos chegaram juntos na festa, poderia ter sido ali, justamente naquele dia que tudo começou, a proposta que o Nando me fez, o ciúme que ambos sentia. Não...nao meu Deus, eu não podia acreditar que o meu melhor amigo estava dormindo com o meu namorado, sim a pessoa que eu amo e que me fez juras de amor. No meu transtorno mal pude perceber que alguém tinha chegado do meu lado e me estendia a mão.

-Eddy o que aconteceu?

-Paulo...Eu...Estou sentindo uma dor aqui cara.

-Calma, calma aconteceu alguma coisa com sua família cara?

-Não...Não e comigo cara.

-Fica frio cara, venha comigo, no hotel vc me conta o que estar acontecendo.

O que fazer, como dizer tudo o que estava acontecendo para o Paulo, o meu peito rachava ao meio e faltava ar em meus pulmões. Após me ajuda subir as

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 Escrito por Eddy Karter às 14h29 [] [envie esta mensagem]



 escadas, o mundo rodou ao entrar no quarto, pedir a ele para ficar um pouco sozinho e lhe prometi que lhe contaria tudo depois, atendendo o meu pedido ele desce.Quando somos traídos pela pessoa amada, um sentimento de angustia e desespero parece no engolir por inteiro, e na fragilidade da minha alma ouço um estralo, e um clarão toma conta do quarto, vinha tão intenso que fez desaparecer qualquer vestígio de moveis que ali existia. Uma luz e uma voz.

-Não tenha medo, estou aqui para te ajudar...Confias em mim filho?

-Sim, mas não vejo esperança para continuar.

-Procuras em mim, estou ao teu lado, embora não me vejas.

-E o que eu faço para arrancar essa dor?

-E por isso que essas lagrimas insistem em cair dos teus olhos.

-Porque estar doendo o meu peito, uma dor que embarga...Eu...Eu não consigo.

-Lembra do sangue que derramei para que fosse feliz.

-Desculpe-me desejaria morrer do que sofrer assim.

-Sei que o seu desejo de morrer, toma conta de teu ser...Lembra-te que a tua morte será em vão...Eu morri para salvar os homem e mesmo assim não conseguir.

-Como tirar dos meus pensamentos...Porque metade de mim e a lembrança do que vivir, a outra metade eu já não sei.

-O tempo filho...Eu tenho o tempo, por isso sou dono da vida e da morte e tu só morrerás em meu tempo.

-Mas eu estou com medo e me sentindo sozinho agora.

-Vamos, coloque um sorriso neste rosto...Erga a cabeça e siga em frente, logo logo, sentiras a minha presença e tudo se resolverá.

-Me ajude eu lhe peço...Ajude-me a esquecer e a livra-me desse amor que me desmenda...Tudo foi inútil.

-Não filho, são provações da vida, se permito e porque sei, que tens força o suficiente para enfrentá-las.

-Quem e es tu?

-Eu sou teu Deus...Jamais te abandonarei.

-E o que devo fazer senhor?

-Espere e confia, em meu tempo, tudo se resolverá.

-Então senhor não me deixe sozinho.

-Acalme-se, aceite então as provações a que te submeto...Estas só servirão para engrandecer o teu espírito, e te tornares mais fortes, por isso filho lute e sejas feliz.

-Tudo bem senhor, que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço...E que minhas loucuras sejam perdoadas, porque metade de mim e amor, e a outra metade também.

Fui despertado com o barulho da porta.

-Desculpa cara, te acordei?

-Hora Paulo não precisa se desculpar...Que horas são?

-Já são quase dez da noite cara.

-Caramba! Dormir tudo isso?

-É...vc não estava nada legal...Afinal de contas o que foi que aconteceu cara?

-Vamos procurar algo para comer e beber, não se preocupe  te contarei tudo.

-Descobrir um barzinho ótimo ali na esquina, e com musica ao vivo, vamos lá.

-Me de dez minutos para um banho ok.

-Tudo bem.

  No banho, enquanto a água fria caia sobre minha cabeça, pensava em tudo que me aconteceu, no momento mais difícil Deus estava do meu lado, diante do espelho refletia em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância, era totalmente diferente, me sentia mais aliviado e hábil para seguir em frente. caramba! Tinha que contar algo cabível, para aquele momento cruciante da minha vida. Após as chuveiradas me troquei e descemos para o bar. 

texto

 Escrito por Eddy Karter às 14h28 [] [envie esta mensagem]




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