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O que é isto?
Memórias Verídicas
 

Vou viajar...mais assim que voltar terminarei toda a minha historia...beijos para todos vcs

texto

 Escrito por Eddy Karter às 10h26 [] [envie esta mensagem]



Para chegar ate o quarto deles era dada uma volta no acampamento, o que dividia nossos quartos era um corredor, com uma vela na mão fui em direção ao quarto dos meninos, o vento que soprava forte fez com que a vela se apagasse, fui conduzido apenas pelos clarões dos relâmpagos, já se passava das 23: hrs da noite e, nessa hora estava enfrente a porta do quarto, antes de bater ela se abre rapidamente, era o Paulo e com uma vela na mão.

-Pocha cara você me assustou.

-Haa...E o Eddy, que surpresa cara.

-Descupas, estava sem sono, ouvir vocês conversando e resolvi fazer uma visita.

O T.J. estava deitado, logo diz.

-Nossa cara que surpresa agradável...Sente-se aqui do meu lado.

Existia umas dez velas acessa no local e um radio toca-fitas a pilha, tocava Legião Urbana, dez minutos depois o Gilsom chega.

-Caralho...Estão fazendo uma festinha à luz de velas, e não me convidaram.

-Pocha cara, trouxe a parada? “Diz o T.J”.

-Não podia esquecer né velho.

Eu não podia acreditar que estava ali no meio daquela turma, o Gilsom desembolsava um pacotinho de maconha e o jogou na roda, enquanto o Paulo preparava o cigarro, o Gilsom preparava uma bebida, bacardi com laranja. Falávamos de sexo e rock, terminando de fazer o cigarro, e por causa da minha presença o Paulo chama os dois para fuma fora do quarto.

-Paulo por mim pode ficar.

-Tem certeza Eddy, que não vai te incomoda?

-não.

-Você tem uma cara de suspeita carinha, você nunca fumou? “Diz o Gilsom”

-Acho que não, o Eddy parece ser um sujeito correto. “Diz o T.J”

-Olha galera, tentei uma vez  e não conseguir...Desse dia em diante nunca mais tive vontade...Mas estou de boa, fico apenas com o bacardi.

Quando os três deram um trago forte no cigarro, o cheiro forte toma conta do local.

-Desse jeito vou ficar doidão so com a brisa.

Todos riam demasiadamente, enquanto bebiam e fumavam falavam também de suas experiências sexuais depois da maconha, quando o Paulo se entusiasmou conversando com o Gilsom sobre o assunto. O T.J me olhava de uma forma meio louca, seus olhos falavam por si, transmitiam maliciosamente o que ele queria naquele momento. Deitado de lado ele alisa sua cama e diz baixinho quase sussurrando.

-Eddy, deita aqui do meu lado.

Levei um choque,  pois já estava sentado em sua cama, e não se importando com a presença dos demais, ele desliza o dedão do seu pé em minhas costas. Assustado fico sem jeito e um pouco excitado pela forma e circunstância que acontece esse fato, nesse momento o Paulo já se encontrava dormindo, o Gilsom se despede e com a fita de Legião Urbana na mão ele sai do quarto.

-T.J, porque você me olha desse jeito?

-Sempre quando estou perto de você, fico excitado...E com esse cigarro o meu tesão estar insuportável.

-Sua namorada deve ficar louca, quando fica desse jeito.

-E como fica cara...Ela pede para parar...Não acompanha o meu ritimo.

Ao fechar os olhos por um minuto, deitado apenas de bermuda, eu começo a olhá-lo mais atentamente, têm uma boca perfeita, seus lábios bem avermelhados, imaginei sentindo o sabor dos seus beijos, seu queixo meio quadricular sem nenhum vestígio de pêlos, seu peito lisinho e sua pele branca me convidavam para um enlace de um prazer meio doido, meu corpo parecia tremer, minha vontade era de se render a aquele corpo que estava tão próximo a mim, suspirei duas vezes profundamente, me sentir tão carente precisando de alguém, abrindo os olhos devagarzinho ele me flagra olhando-o, com um sorriso e aquele olhar safado ele diz.

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 Escrito por Eddy Karter às 09h02 [] [envie esta mensagem]



- O que foi Eddy?

Sem resposta para sua pergunta, aceno com a cabeça negativamente.

-Cara acho que estou com problemas.

-Porquê T.J.?

Pegando em minha mão ele a coloca por cima do seu short, percebi que ele estava muito excitado.

-Meu cassete Eddy, só anda assim...E eu não agüento mais bater punheta.

Assustado levanto rapidamente da sua cama.

-Me desculpa cara, preciso ir, já estar muito tarde.

-Calma cara.

-Não, depois a gente conversa.

-Eddy, espera.

Sem ao menos lhe dar tempo de se levantar, saio porta a fora. Como tentar dormir com tudo aquilo rondando a minha cabeça. Com o nascer do sol a energia retorna, fiquei o tempo todo pensando, como pode o T.J ter coragem de falar e fazer tudo aquilo, so deveria estar me testando, e se realmente ele quiser alguma coisa? O único jeito e esperar um pouco, aquele lance do dedão percorrendo minhas costas foi muito bom, seu olhar malicioso e embriagado me deixou excitado. No finalzinho da tarde o Gilsom logo chama minha atenção.

-Eddy, desculpa se às vezes fui chato com você...Realmente você e sangue bom.

-Você também cara.

-olha cara ganhei um litro de barcadi, e vou preparar aquela batida esperta...Vamos.

-Cara, não vai dar fica para a próxima...Faz um favor?

-Sim cara pode dizer.

-Diz ao T.J, que preciso falar com ele.

-Tudo bem...falowwwww.

Estava sozinho no quarto, meus colegas que dividiam o quarto comigo estava em horário de trabalho. Era uma oportunidade para conversar a sos com o T.J.

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 Escrito por Eddy Karter às 09h00 [] [envie esta mensagem]



Ao chegar no bar, éramos atendidos por um rapaz muito educado, que transmitia em seu jeito de ser algo especial.

-O que vocês desejam?

-Uma cerveja, por favor.

-Algo para comer.

-Daremos uma olhadinha no cardápio e depois pediremos.

-Ok, fique a vontade.

-Eddy me diz o que aconteceu?

-Paulinho o que você faria, se sua namorada lhe traísse com o seu melhor amigo?

-Pocha cara, não sei.

-Paulo minha vida naquele momento virou um nada...Nossos planos...As palavras que ouvia...Cara pensei estar vivendo um pesadelo naquele momento...Mas ao acordar, percebi que tudo foi só momentos e nada mais.

-Calma cara, a enchente passa, não se preocupe.

Dizendo isso ele aperta minha mão sobre a mesa, e pelo aperto sentir que posso contar com ele, fugindo totalmente do assunto ele chama novamente o garçom.

-Ho rapaz, faz favor aqui?

-Como você se chama amigo?

-Giuliano.

-Então Giuliano traga dois Wisk e um redbull, para nós.

-Ok.

-Eddy, percebeu o jeito dele... Denuncia algo.

-Denuncia o quê Paulo?

-Você não percebeu a forma que ele olha para nós.

-Eu não percebi nada cara.

-Hum sei não, mas algo me diz que ele gosta da coisa.

- Cara sei não, mas olhando bem para ele...e bonitão você não acha?

-Você e sacana mesmo heim cara.

Ele ria, não levando a serio o que eu disse. Coitado não faz a mínima idéia do que se passa comigo. A reação do wisk era fulminante em nossa mente. Houve um momento de silêncio enquanto bebíamos, e em minha mente naquele determinado momento, Junior era visível, seus beijos e a forma que me olhava, era constante para mim, nunca ninguém mexeu tanto comigo, a sua voz era real em minha mente.

-Hei Eddy, acorda cara...Ta viajando meu amigo?

- Não cara, só to aqui pensando em tudo aquilo que te falei.

-Desencana cara, sai dessa, ela não merece.

-Acho que não...Vou até o banheiro.

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 Escrito por Eddy Karter às 16h42 [] [envie esta mensagem]



Estava péssimo na frente do espelho, me vi um trapo, as lagrimas que saiam parecia não ter fim, depois de lavar o rosto o Giuliano aparece me oferecendo ajuda.

- Desculpa vi o seu jeito ao sair da mesa, imaginei que não estava se sentindo bem.

-Não precisa se preocupar.

Ainda com o rosto molhado pela falta de toalha, ele tira do seu bolso um lenço e me oferece.

-Cara não, vai ficar todo molhado.

-Não se preocupe, e um presente meu.

-Obrigado.

-Estão me chamando, pode me esperar aqui um minuto?

Apenas um aceno positivo com a cabeça, foi o que aconteceu, não sabia ao certo o que aquele cara queria, mas mesmo assim não quis esperá-lo para descobri. De volta a mesa, passando próximo ao balcão, o Giuliano me olha de uma forma simplória, realmente ele parecia ser interessante, bonito e com uma carinha de anjo.

-Cara você demorou.

-Vamos Paulo, estou cansado...Alem do mais temos que voltar ao amanhecer.

-Tudo bem, vamos pedi a conta.

Depois de acertamos a conta, fomos para o hotel, chegando no quarto cai como uma pedra, e no dia seguinte fui acordado pelos os gritos do Paulo.

-Droga, droga...Isso e uma merda.

-O que foi Paulo?

-Essa droga de chuveiro estar quebrado.

-Calma cara, o banho gelado faz bem.

A caminhonete da fazenda buzinava sem parar, arrumamos tudo e saímos às presas. Chegando na fazenda, recebemos logo uma noticia que para mim foi um alivio. O Ginaldo foi pego em flagrante,  mexendo nos arquivo da fazenda, e foi mandando embora no ato, poderia ser leviandade da minha parte, mais sentir super bem ao saber disso, eu não suportava mais olhar para ele quanto mais ouvir a sua voz, sua falsidade não tinha limites, como ele conseguia prejudicar as pessoas e fingir que nada aconteceu, mas um dia a casa tinha que cair e para ele o dia chegou. Era uma tarde calorosa, ainda com o corpo cansado e meio sonolento adormeço. Assustei com o barulho dos relâmpagos, o tempo havia mudado e uma chuva forte cai sobre a fazenda, minutos depois a eletricidade vai embora. Nosso horário de trabalho começava a 00: hrs da noite, mas com a falta de energia nosso turno e cancelado, foram distribuído velas em todos os quartos, após uma hora de relógio meus colegas de quarto dormem, enquanto eu olhava enfrente a vela,  as fotografias dos meus melhores momentos, entre amigos e família. Pelo o vasculhante do quanto se ouvia o Paulo e o T.J. conversando e riam entre si, foi aí então que resolvi faze-lhe uma visita.    

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 Escrito por Eddy Karter às 16h39 [] [envie esta mensagem]




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